Ao invés de comentar como esta a ultima semana de provas na ECL, o estresse das noites em claro estudando para as provas e o subsequente fim do primeiro ano (louvado seja!), resolvi adotar uma estratégia diferente... Me deu na telha escrever sobre musica.
E quem me conhece ja sabe qual tipo de musica. Não ganhei a alcunha de "mano" por acaso, haha!
Ultimamente tenho baixado varios albuns de rap - mas todos em inglês, ou mesmo em francês. E não posso dizer que entendo todas as letras... ja é dificil pegar de ouvido uma musica pop/rock, imagina quando o cara fala rapido então! Ainda mais em francês, lingua meio veloz para ser falada em bouffes d'étage e professores gagos de eletrônica. E meu interesse principal numa musica esta justamente no conteudo lirico dela...(obvio que o flow do MC conta, e a sincronia com as batidas...é a unica coisa que faz 50 Cent suportavel: na sua tipica balada de sabado à noite. mas so por isso!)
Dai me lembrei do meu primeiro (e unico!) CD de rap brasileiro - Opera Obliqua, do Mzuri Sana, 2007. E, ao contrario do que muita gente deve estar pensando, não é radical como o Mano Brown filosofando a Vida Loka na periferia de SP. Os caras do Mzuri rimam utilizando metaforas e referências pop, letras inteligentes, tudo somado com um beat de nivel.
E pedi pro meu irmão esse CD em formato mp3, coisa que ele ainda ta me devendo até agora. Meanwhile, uma rapida pesquisa no Google me permitiu achar alguns artistas semelhantes (e seus respectivos albuns em rapidshare)! E o primeiro que eu peguei me surpreendeu.
O MC? Kamau. O album? "Non ducor, duco", também conhecido como lema da minha querida São Paulo. E as musica...falam por elas mesmas.
Letras inteligentes no rap, é isso que eu queria ver em territorio nacional também! No melhor estilo Lupe Fiasco, Nas ou Common, que não se limitam a propagar violência. E o melhor, compreensão 100%. E isso não é de hoje, existe faz um tempo, mas o senso comum de achar que a grama dos Estados Unidos é mais verde do que a nossa sempre me cegava. Alias, não so a dos EUA, mas a do Japão também (o que era pior, eu não entendia nada).
As pesquisas me levaram a um loop infinito de busca por mais artistas. Entre os achados, Elo da Corrente, Contra Fluxo, Parteum (MC do Mzuri Sana, seus trabalhos solo são igualmente interessantes)...
E igualmente no cenario americano, berço da cultura hip hop - afinal a origem não pode ser esquecida. Achei o aclamado It Was Written, do Nas; além do primeiro album do AZ, parceiro na classica "Life's a Bitch" do Illmatic; Talib Kweli foi adicionado à minha biblioteca também.
Por fim, finalmente tirei tempo pra ouvir Les cités d'or, o recente album do Psy 4 de la Rime, um grupo francês. Boa pedida também.
Bom, era isso... E como eu ja pude ler numa camisa promocional do shing02 (MC japonês bilingue em inglês), "Think Globally, Rap Locally".
De volta à vida centralienne, agora. Prova na sexta e mais duas na segunda, et c'est fini!
(menção especial ao Serjão, que me inspirou inconscientemente a escrever esse post quando falou ha pouco que estava baixando umas musicas no H10. coloca as musicas do Capital Inicial no DC depois! é, eu ouço outras coisas além de rap...)
Handebol
Há 17 anos

Um comentário:
conclusao: o professor de eletronica daria um bom rapper... Apesar de eu nao achar que um album dele seja algo escutável
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